quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu sou o tal!

Paquerar na balada é algo, no mínimo, esquisito. A luz é pouca (o que esconde as imperfeições físicas) e a fumaça de cigarro (pelo menos até o dia 6 de agosto, quando a lei antifumo entrará em vigor) somada a doses de vodka (ou uísque, caipirinha, tequila...) deixam as pessoas meio malucas e fora de si. Fala-se muita bobagem, faz-se coisas que "até Deus duvida". Fica difícil conhecer um bom partido nessas condições, mas sou otimista e sempre acho que vou encontrar o amor da minha vida no meio de uma pista de dança.
O que sobra após uma noitada, além da ressaca, do cabelo e das roupas cheirando a cigarro e do rombo na conta bancária, são muitas histórias para contar. Entre as tantas que conheço, escolhi algumas que tratam de um tipo muito comum na "night" (em homenagem aos meus leitores cariocas) - o aparecido. Sabe aquele cara que quer impressionar, que passa a noite inteira contando vantagem, que diz que "faz e acontece"? Pois é, vira e mexe cruzamos com um desses. Claro, tem mulheres que realmente se impressionam. Mas comigo essa estratégia tem o efeito totalmente contrário - eu passo a achar o cara um babaca e fujo dele. Detesto homem metido. Bom, quando as histórias são verdadeiras, menos mal, o pior é quando o cara come mortadela e arrota presunto.
Nos meus 13 anos de baladas já fui paquerada por "donos de bares", "amigos de artistas", "homens viajados, "poliglotas", "proprietários de carrões". E quando falo que sou chicleteira, então? Chove "amigo do Bell".
Bom, vamos a algumas pérolas:
1. Alice e André conversavam sobre viagens, quando, DO NADA, ele disse: "Sabia que eu conheço o Tom Cruise?"
Alice, que é um íma de pérolas na balada, apenas sorriu e disse: "É? Que legal!". Inconformado com a falta de surpresa e empolgação da moça, insistiu: "É verdade. Você não está acreditando, né? Eu o conheci em um festival de cinema na Itália..."
(Meu bem, você apostou no galã errado. Para o seu conhecimento o Tom Cruise anda meio caído. Quem sabe se seu amigo fosse o Johnny Depp?)
2. Novamente Alice...
Depois daquela conversa inicial ("o que você faz?", "onde você mora?" e o clichezaço "você vem sempre aqui?"), Lucas achou que era hora de dizer algo sobre seus conhecimentos a afim de conquistar a bela e inteligente Alice.
Lucas: Eu sou de família italiana e falo italiano.
Alice: É? (escolada, resolveu testar o rapaz) Fala uma frase pra mim em italiano.
Lucas: Yo...
Alice: (sem paciência) Você quis dizer Io, né?
Lucas: (bravinho) Não, na região de onde a minha família veio se pronuncia Yo (hum, a região seria Barcelona, Madri, Valencia...?)
Alice, irritada com o rapaz, disse que tinha que encontrar as amigas e deu o famoso perdido no paquera poliglota.
3. Sofia conheceu João literalmente atrás de um trio elétrico em Salvador. Se encontraram em vários blocos e lá pela terceira vez em que se cruzaram, após um caliente e apaixonado beijo, João chamou uma menina muito bonita que estava passando, a cumprimentou e a apresentou a Sofia como a "ex-namorada do Paulinho Vilhena". A menina, muito sem graça, sorriu para Sofia e deu um jeito de sair logo dali. Devia estar pensando: "que cara chato". Mal a moça virou as costas, João disse a Sofia: "Bonita, né? Já peguei." (Meu Deus, ele achou que seria um ponto positivo já ter ficado com a ex-namorada de um ator? Ou era sem noção mesmo?). Bom, mal sabia ele que Sofia é um ex-affaire do semifamoso Thierry Figueira. Se descobrir, é capaz de no ano que vem a parar no meio da folia para exibi-la como um troféu à namoradinha do momento.
Mulheres - se tiverem histórias como essas, conte para a gente aqui em baixo, no link "E você, também duvida?"
Homens - quando quiserem impressionar uma mulher: 1) sejam sinceros (nós sabemos quando as histórias são inventadas) 2) Escolha o momento certo para contar, por exemplo, a marca do seu carro ou quanto você ganha. Na balada, pode passar uma má impressão.

terça-feira, 14 de julho de 2009

É dando que se recebe?

Suzana, 23 anos, estava naqueles dias de apetite sexual aguçado, mas com o agravante de que há meses estava sem sexo... (para se ter uma bela imagem do desespero dela, imagine-se: “beliscando azulejo”, “subindo pelas paredes”, “na seca” etc.). Incentivada por uma amiga, decidiu que não passaria mais um dia sequer na companhia do chuveirinho boçal e sem graça...

“Coloque um vestido, não use calcinha e vá pra balada hoje. Quem decide quando tem sexo ou não é a mulher. Se você quiser, você terá”. Com as palavras da amiga latejando em sua cabeça, Suzana não pensou duas vezes: comprou um vestido e um casaquinho sexy, lindos e CAROS para a grand première (uma bela opening night, com perdão do trocadilho...) - e sua estréia não poderia ter sido mais “abençoada”...

Determinada a dar para o primeiro bonitão que ela avistasse, Suzana parece ter escolhido a dedo o local do casting. O time inteiro de basquete masculino do clube da cidade estava ali e não foi nem um pouco difícil para que ela vislumbrasse os bem esculpidos e torneados músculos distribuídos em 2,06m de Reginaldo, 25 (Manja cachorro olhando e babando pelo “frango” na vitrine de padaria?). Suzana imaginava-se como um carrinho percorrendo aquela montanha-russa enorme, pois só conseguia vê-lo despido, usando apenas uma cueca branca.

Mas, diferentemente de Suzana, Reginaldo não estava usando os mesmos óculos de visão raio-X e para o azar dela (ou dele?!) não podia enxergá-la sem calcinha por debaixo do vestido. Ao contrário dos baixinhos atrevidos da balada, nenhum daqueles gigantes parecia notar a presença de Suzana e a ausência da calcinha... Depois de muito passar, repassar, esbarrar, tropeçar, olhar, encarar, sorrir etc. pro cara notá-la, Suzana desistiu. Quando entrava em seu carro prestes a dar partida, eis que o belo Reginaldo surge na porta – com copo na mão – e pede pra entrar no carro com ela. A noite não estava perdida... ainda!

Depois de uma maratona em mais 3 botecos, mais bebidas, apostas de quem aguentaria beber mais, o dia clareando e um pit stop em posto de gasolina, o beijo finalmente aconteceu e Reginaldo finalmente propõe uma esticadinha num “outro lugar”. Apesar do pouco glamour da fantasia ao final da noite, Suzana ainda acreditava que valeria a pena a investida: “Eu já tinha mesmo saído sem calcinha, eu já tinha mesmo bebido sem vomitar até perder o sono, já era de manhã e ele era um negão de 2,06m. Eu tinha certeza que ele seria um jumento e q eu seria a mulher mais feliz e satisfeita do mundo depois de horas de sexo”...

Chegando ao motel, Reginaldo pediu o telefone de Suzana e tirou a blusa (tinha sido, de fato, compensador!) E tirou a calça. E ele estava de cueca branca! Ele pediu um boquete e Suzana começou a fazer. E ELE DORMIU.

DUVIDANDO que tenha sido falta de prática, Suzana preferiu acreditar que ele perdeu a aposta e aguentou beber menos que ela: “atletas não devem estar acostumados com essa vida boêmia”, pensou. Tentou desesperadamente acordá-lo, reanimá-lo, mas ele apenas a abraçou e voltou a dormir.

Abraço? Suzana não podia acreditar que depois de todo aquele esforço e doação para a noite de prazer que imaginara proporcionar e receber, ela ganharia apenas um abraço! Ela queria DAR (e convenhamos, também RECEBER!) pois estava sofrendo de carência sexual, não sentimental!

Inconformada, o acordou dando tapas no braço (ai, que forte e grande que era!) dele e disse "Tô indo embora. Tchau!". Assustado, ele se levantou e disse: Peraí, Suzana, Peraí! (pelo menos ele lembrava o nome dela... “Ele vai me comer!”, pensava ela).

Esperando à porta, eis que ela realiza a cena que mais uma vez justifica o nome deste blog...
(leia a seguir e, se tiver estômago para tanto, arrisque uma das alternativas abaixo)
Sobre a reação de Reginaldo, que abre sua carteira, você acha que ele:
a) Saca uma nota de 50 paus para compensá-la pelos serviços prestados – BOQUETE DE NINAR!
b) Confere o dinheiro para garantir se tinha o suficiente para pagar a conta, caso contrário pediria a ela que pagasse ao sair.
c) Confere se todo o dinheiro dele estava lá, afinal, uma mulher sem calcinha que se submete a tudo que Suzana se submeteu naquela noite, só podia ser puta!

BIZARRO!!!

Arrisca um palpite? Comente!
O final da história vem num próximo post...

domingo, 12 de julho de 2009

1 + 1 = 1/2

Dividir a conta é sempre um tema polêmico. Alguns homens defendem a ideia de pagar a conta nos primeiros encontros, enquanto outros assumem a falta de cavalheirismo e a mão fechada logo de cara.

Tomas, 27 anos, e Cristina, 24, namoravam há poucos meses. Num domingo ensolarado, o casal combinou de caminhar no parque pela manhã. Antes do exercício, eles pararam na padaria para tomar um suco e comer um pão com manteiga na chapa. Tomas e Cris estavam em total sintonia até que se dirigiram ao caixa para pagar a conta. O café da manhã do casal deu R$ 9,00, mas mesmo assim Tomas olhou para a namorada e disse: "Deu R$4,50 para cada um". (Não sei se defino a atitude dele como cômica ou trágica) Cris estava sem dinheiro em espécie, mas pagou a parte dela no CARTÃO e Tomas sacou uma nota de R$ 10 e guardou o troco. (Ou seja, ele tinha dinheiro para pagar essa BIG conta) Cris ficou tão decepcionada com a atitude do namorado que o domingo ensolarado transformou-se em um dia nublado para o casal.

Por incrível que pareça, Tomas e Cris namoraram durante sete anos com a condição de que TUDO seria dividido. Tomas dividiu, inclusive, a conta do primeiro encontro. Não importava o tipo de programa, ele sempre solicitava a parte da namorada. Isso gerou inúmeras brigas porque ela começou a perceber que nesse ponto ele não fazia questão de agradar. O dinheiro falava sempre mais alto.

Para algumas mulheres isso resultaria em separação, mas o amor de Cris foi maior e eles CASARAM. Agora os problemas das divisões parecem resolvidos porque eles abriram uma conta conjunta.

Você já passou por situação parecida? Conte a sua história ou DIVIDA a sua opinião.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sr. Kerastase

Baladas com as amigas são sempre divertidas, mas, definitivamente, não são os melhores lugares para encontrar a alma-gêmea. Isso eu garanto, afinal tenho 13 anos de noitadas e apenas UM namorado conquistado na noite paulistana.

Entre uma dose de vodka e outra, uma música e outra, sempre acabo conhecendo pessoas, digamos, esquisitas. Vou contar a mais recente.

Dançava alegremente uma música da década de 90, quando um moço se aproximou.
Ele: Oi! Estava observando você dançar e seus traços longilíneos me chamaram a atenção.
Tudo bem que não foi a primeira vez que um homem destacou essa característica do meu rosto, mas... nunca na balada e, muito menos, como uma forma de aproximação.

Eu: Oi... (achando aquele papo meio estranho)

Ele: E esse seu cabelo, assim preso para trás, reforça ainda mais os seus traços longilíneos (disse, passando a mão pelo rosto)

Muito blá blá blá depois...

Ele: (olhando para as minhas mãos e em seguida para os meus pés) E seu esmalte da mão combina com o esmalte do pé.

Eu: é... (o que dizer?)

Mais blá blá blá

Ele: (passando a mão no meu cabelo, o que eu não gosto, mas enfim...) Nossa! Que cabelo macio, bem tratado... à base de KERASTASE. Aquele verde...

Eu: Você é cabeleireiro?

Ele: (rindo) Não, como te disse sou piloto.

Bom, depois dessa, a minha empolgação que já era quase nula, acabou de vez. Ao menos que ele fosse um representante da Kerastase no Brasil, porque conheceria o produto e, pior, faria referência a ele no meio de um "xaveco"? Não foi um comentário nada másculo...

Leitores homens, vocês sabem o que é kerastase?

Eu fiz uma pequena pesquisa com namorados de amigas minhas e, ou eles não faziam a mínima ideia do que se tratava (poderia ser tanto uma marca de perfume quanto uma banda de axé) ou sabiam que tinha a ver com cabelo, mas não extamente o que era. E conhecer a diferença entre a linha laranja e a verde... JAMAIS!

sábado, 4 de julho de 2009

Meu marido sumiu

A cerimômia religiosa e a festa aconteceram exatamente como os noivos planejaram. Felizes, Soraia, 29 anos, e Guilherme, 32, foram para a noite de núpcias em um sofisticado hotel de São Paulo. De lá, eles partiriam direto para o aeroporto.

Mesmo depois de muita dança e bebida alcóolica, a noite do casal foi de muito amor. No dia seguinte (ou melhor, algumas horas depois), Soraia acordou e percebeu que faltava alguma coisa na cama. Onde estava Guilherme? Pensando que o marido pudesse estar no banho, ela o chamou, mas não obteve resposta. Levantou da cama, procurou por toda parte na luxuosa suíte, mas NADA. Com a esperança de que Guilherme estivesse preparando uma surpresa, ela ligou na recepção do hotel. Do telefone veio a SURPRESA: "Senhora, seu marido saiu no meio da noite com uma mala na mão". E realmente a mala de Guilherme não estava mais no quarto.

Sem processar muito bem a informação, Soraia ligou desesperadamente no celular do marido (ou será ex-marido?), mas só ouviu a musiquinha da caixa postal. Então, decidiu ligar para a sogra e recebeu a notícia de que Guilherme dormiu lá. Aliviada, mas ao mesmo tempo tensa, ela foi encontrá-lo. (Nessa altura do campeonato, eles já haviam perdido o voo para Natal onde passariam a lua-de-mel).

Quando chegou no prédio da sogra, mais uma surpresinha. Guilherme pediu para Soraia NÃO subir. Ele desceu e ao encontrá-la disse: "Eu descobri que não é isso que eu quero. Podemos anular o casamento". (Ele descobriu esse PEQUENO detalhe na noite de núpcias?)

Soraia tentou contornar a situação, mas Guilherme estava decidido a colocar um ponto final na relação. (Será que DOIS ANOS de namoro não foram suficientes para ele descobrir se estava preparado para casar ou se ela era o seu grande amor?)

Fim da história: O casamento foi para o brejo, Soraia entrou em depressão e Guilherme está tentando se descobrir.

Comentário: Quando o assunto é relacionamento, homens e mulheres precisam SEMPRE ser muito claros consigo e com o parceiro. Não importa o tempo de namoro, se o sentimento acabou ou você não se imagina envelhecendo ao lado da outra pessoa, é melhor repensar a relação e JAMAIS fazer planos de subir ao altar. Já está mais do que provado que se o namoro não vai bem, casar NÃO é a solução do problema. Guilherme tem todo o direito de buscar a sua felicidade, mas deveria ter sido HOMEM e conversado com Soraia antes de dizer SIM na igreja.