terça-feira, 16 de junho de 2009

Praticidade X Romantismo

Apenas uma pequena reflexão pós Dia dos Namorados...

O feriado passou e foi inevitável ouvir perguntas sobre o que eu ganhei de presente ou o que fiz de interessante para comemorar a data... Sempre me pergunto qual a ferramenta ideal para medir se um casal é mais prático ou mais romântico. Está aí uma boa ideia: usar as datas comemorativas como termômetro! E fui além, pois a variável que destaco aqui é o tempo de relacionamento. Mas espere! Não que essa fórmula seja regra... É apenas um jeito divertido e despretensioso de avaliar onde está o romance na escala de prioridades de um casal. Afinal, se o tempo é “remédio” para tudo, será que ele cura a paixão e faz adormecer o romance? Namoros amadurecidos são mais práticos, enquanto os mais recentes são mais românticos? Aparentemente, a relação tem lá sua lógica, você duvida?

Faça o teste mais abaixo e confira em qual coluna você (ou seja, o casal) se enquadra: coluna dos práticos, dos românticos e tem até a coluna do meio (lembra da zebrinha?)

1. 12 de junho para você e seu namorado é:
a) Um dia cor-de-rosa para namorar muito, declarar o quanto o amor é especial com surpresas, programa especial e, claro, presentes!
b) Um dia depois do dia 11 e um dia antes do dia 13.
c) Uma data comercial, afinal todos os dias do ano são dias especiais para a gente namorar.

2. Quando a data cai no feriado e vocês decidem viajar:
a) É mais um motivo para incrementar a comemoração: pousada romântica a dois, jantar à luz de velas, lareira e reclusão total nos lençóis do quarto.
b) “A ocasião faz o ladrão”: aproveitamos para convidar uma galera de amigos e caímos pra praia!
c) É a oportunidade de unir o útil ao agradável e ainda economizar: os custos com a viagem já valem como presente!

3. O tempo destinado à elaboração dos preparativos, planejamento, compra de presente e demais ideias para a data:
a) No mínimo um mês e meio... Logo que as campanhas publicitárias ou as amigas já começam a falar sobre isso...
(Para as mulheres que acabaram de começar a namorar, elas pensam no dia 12 de junho naquele exato momento do “sim”!)
b) De um dia para o outro está ótimo!
c) Uma conversa de quinze minutos entre o casal, na semana anterior à data, está de bom tamanho...

4. A programação básica e perfeita para o dia 12:
a) Flores, troca de presentes – COM CARTÃO!, um almoço ou jantar especial, uma surpresa (pode ser um programa que o namorado ou a namorada adora fazer) e para fechar: uma noite de amor completa em uma suíte de hotel ou num quarto bem preparado e adequado para a ocasião – detalhe, com a melhor lingerie possível!
b) Cinema, uma pizza e um sexo na minha ou na sua casa, beleza?
c) Um jantar naquele restaurante caro e delicioso que há tempos comentamos de experimentar e uma esticada a dois, mas os detalhes ficam entre nós.

5. Até quanto vale gastar no Dia dos Namorados?
a) Até onde a sua imaginação mandar. Não há limites para celebrar o amor!
b) Uma notinha de R$ 100,00 dá para o gasto!
c) Tudo depende do orçamento do mês... A lógica é a da compensação, a conta é sempre feita em cima de cálculos relativos às próximas datas especiais do casal: aniversário de namoro, aniversário de um ou do outro, da sogra, do sogro, dos pais, etc.

Pronto? E aí? Tá esperando o quê para comentar aqui embaixo qual das letras se repetiu mais vezes no seu teste?

Ainda quer um comentário sobre os resultados possíveis? Ok, se não percebeu, as letras dão na cara as possibilidades dos três perfis: A de amor / B de básico / C de coerente.
Repondeu mais A, já sabe, se obteve mais B, também já faz ideia, se a letra C venceu, está definido. Interpretem como quiser... E não adianta driblar as repostas, você se encaixa em alguma delas, por mais diretas que pareçam, fala a verdade?!

Brincadeiras à parte:
Dia 12 já passou, mas o relacionamento continua, diariamente... Seja ele qual for, como for, quanto tempo tenha e até quando vai durar, a medida e o termômetro só você mesmo é quem pode dosar!



segunda-feira, 15 de junho de 2009

O ex-marido dos sonhos

No livro Comer, Rezar, Amar, a autora Elizabeth Gilbert diz que toda mulher antes de se casar deveria imaginar como o futuro marido agiria em uma suposta separação. Concordo com ela, afinal são pouquíssimos os divórcios feitos amigavelmente, sem estresse e desgaste emocional.
Anita é uma felizarda. Cláudio pode não ter sido um marido perfeito (tanto que o casamento durou apenas 9 anos), mas é o ex que todas as suas amigas gostariam de ter. Além de não abandonar os filhos após a separação (o que é mais comum do que possamos imaginar), sempre foi um pai presente (tanto financeiramente - pagando a pensão direitinho - quanto "paternalmente", levando os pimpolhos para passear e viajar). E, passadas as mágoas, tornou-se amigo da ex e de sua família. Que ex-marido paga o tratamento dentário da ex-mulher, a acompanha em uma cirurgia e faz o seu imposto de renda? Visita o ex-sogro que mora no interior pelo menos uma vez ao ano? Cuida dos trâmites burocráticos quando a ex-sogra falece? Comemora o dia dos pais, das mães e aniversários com a "família" toda reunida?
Sim, esse homem existe e tenho o orgulho de dizer que é meu PAI, que hoje completa 59 primaveras. Ao meu melhor amigo, os meus parabéns!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

“Deu R$95,38 para cada”

Foi com essa frase que Bruno, 29 anos, teve a proeza de quebrar o clima de romance que rolou durante um jantar com Fernanda, 29. Detalhe: Bruno convidou, escolheu um dos restaurantes mais badalados e descolados de São Paulo e fez questão de indicar a bebida, os pratos e a sobremesa que ambos degustaram. Se a intenção do “bom moço” foi surpreender, até certo momento, ele conseguiu. Aliás, a noite começou bem.

Bruno foi buscar Fernanda em casa e, inclusive, abriu a porta do carro. (Dá para contar nos dedos quantos homens fazem isso, certo?) Durante o caminho ao restaurante, a conversa foi ótima e o casal — que se conheceu há 10 anos, mas perdeu contato e só o retomou graças ao Orkut — descobriu que tinha várias coisas em comum.

O local escolhido era agradável e exalava romance, o bate-papo rendeu boas risadas, a comida estava deliciosa até que a conta chegou à mesa. Bruno, um tanto quanto pensativo, ficou observando o pedaço de papel por alguns segundos (Será que o garçom tinha cobrado garrafinhas de água a mais?), em seguida encarou Fernanda e, sem rodeios, DIVIDIU o gasto: “Deu R$ 95,38 pra cada!”.

Que papelão! Se ele não tinha condições de bancar o programa a dois, por que não a levou em um lugar que poderia pagar a conta inteira? É vergonhoso um homem à beira dos 30, passar por um adolescente que vive de mesada. Nem preciso dizer que o jantar acabou com um beijo no rosto e cada um na sua casa.

Bruno continua tentando sair com Fernanda, mas ela já o riscou da lista. Afinal, se nós mulheres não acharmos que valemos muito mais que meros R$ 95,38, quem mais irá achar? E se você tem um pingo de bom senso, irá concordar que cavalheirismo não sai de moda, nem mesmo no século 21. Agora, não ache que estou defendendo que o homem deva pagar a conta sempre, mas convenhamos: o mínimo de gentileza e delicadeza nos primeiros encontros, não faz mal a ninguém...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

“Fica bem, você vai sair dessa”

Betina, de 24 anos, e Rodolfo, de 26, namoravam há três anos e meio e tinham planos de trocar alianças. Um mês após uma viagem romântica onde fizeram juras de amor à beira da lareira, Betina foi surpreendida com a frase: “É melhor pararmos por aqui”. Pararmos o quê? A conversa? Não, o namoro! Não haveria problema algum Rodolfo propor o término assim se não fosse pelo telefone, às 23h30, durante uma conversa rotineira antes de dormir. E simplesmente porque Betina concordou que ele saísse na sexta-feira só com os amigos, mas disse que gostaria de vê-lo ou de ir junto já que só se encontravam no fim de semana. Será que se Betina tivesse concordado numa boa com a saída de Rodolfo, sem argumentar, o namoro teria continuado por mais algum tempo? Ou ele encontraria outra desculpa para terminar a relação?

Betina insistiu em saber os motivos do término, mas não obteve resposta. Rodolfo disse apenas: “Mais pra frente a gente conversa”. Mais pra frente quando, meu bem? No caso, Betina está esperando uma explicação convincente até hoje, cinco anos depois.

Para piorar:
Alguns dias depois, Rodolfo ligou pedindo para Betina deixar suas coisas na portaria. Ainda querendo uma explicação (merecida), ela passou duas horas sentada no hall do prédio até que o ex chegou e quase enfartou ao vê-la. Nesse dia, mais duas pérolas foram ditas:

Pérola 1 - “Perdeu o encanto”. Se você nunca ouviu essa frase de um namorado, você deve ter ouvido algo parecido, como “nosso namoro caiu na rotina” ou “preciso de um tempo para curtir a vida”.

Pérola 2 - “Fica bem, você vai sair dessa”. Se só Betina estava “nessa”, Rodolfo parecia já estar em outra. Bingo! Uma semana depois ele aparece no aniversário do irmão acompanhado de uma colega de trabalho, com quem se casou.

A causa?

Quando é hora de terminar um namoro os homens parecem ingerir uma dose de imaturidade, insensibilidade, covardia e pânico (?). Afinal, qual a dificuldade de serem honestos e colocarem tudo em pratos limpos? Será que não merecemos um mínimo de consideração pelo que fomos e vivemos enquanto tudo ainda eram flores?

A consequência?
Como na maioria dos casos, Rodolfo virou a página e iniciou uma nova história (que cá entre nós já existia, ?), enquanto Betina (como milhares de mulheres) se traumatizou e até hoje fica com o pé atrás de mergulhar de cabeça em uma nova relação, sempre com medo de que a história se repita.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mel, a mina?

Voltando um pouco à minha adolescência, eu sempre fui: A Mina! Mas não vá achando que eu era aquela desejada por todos os caras, a "gostosinha" que todos pagavam pau e queriam tirar uma lasquinha, não. Muito pelo contrário; eu era a mina AMIGA! Brother mesmo, manja? A mais bacana, a descolada, a “truta” dos meninos, confidente mesmo, a que arrumava as "gostosinhas" pros amigos ficarem... ou seja, eu era A PONTE! Sempre fui o link... Parece que eu entendia o que os caras queriam, ou sabia o que as meninas queriam que os caras soubessem... alguma coisa assim... Deixando os complexos da adolescência de lado (encanação com quilinhos a mais, falta de vaidade, roupas estranhas e uma certa aversão ao estilo ‘girlie’ – muito glitter e cor-de-rosa); vai ver que eu sempre falei ou achei que falava a língua deles, pois sempre tive muitos amigos homens e tenho até hoje. Tá certo que colecionei algumas paixonites platônicas nesse ínterim, mas garanto que passei por tudo sem grandes traumas e com deliciosas recordações... O tempo passou (e graças a Deus que ele passa mesmo!), pois só assim deixei de duvidar que eu seria capaz de viver relacionamentos de verdade. Acreditem: há uma tampa para toda panela nesse mundo afora...

Para concluir, o que interessa de todo esse blablabla aqui é que, independentemente da fase ou dos círculos de amizade, sempre me diverti horrores com as histórias, rolos, encontros e desencontros de um e outro da turma, desse com aquela, com o outro e depois mais outro... Enfim! Por isso, quis fazer parte desse time de mulheres aqui do blog para dividir, comentar, cutucar, refletir, indagar e DUVIDAR, com todas as forças, se é possível tanta bizarrice acontecer nessa aventura de relacionar-se... Você duvida?