domingo, 28 de junho de 2009

De mala e cuia

Você duvida que os homens são capazes de planejar surpresas? O problema é quando, ao invés de supreender, eles assustam.

Carolina, 22 anos, e Daniel, 24, namoravam há dois anos e meio quando ela decidiu morar seis meses em Londres para estudar inglês. Passados três meses, Daniel quis visitá-la. De férias do trabalho, ele propôs passar uma semana em um hotel ao lado da amada. Seria praticamente uma lua-de-mel antecipada. Como toda mulher, Carolina ficou muito feliz e contando os dias para encontrar o namorado. Até que finalmente o grande dia chegou. Ansiosa, Carolina foi buscar Daniel no aeroporto e se deparou com uma supresa. O namorado estava acompanhado de mais TRÊS malas gigantes. Carolina ficou assustada com a quantidade de bagagem para passar apenas UMA semana. Minutos depois veio a explicação: "Meu amor, eu quis te fazer uma SUPRESA e vou ficar aqui com você".

PAUSA: Assim como eu fiquei, muitas leitoras devem estar derretidas e achando a atitude de Daniel fofa. Qual o homem que teria coragem de largar TUDO para ficar ao lado da namorada em outro país? Calma, porque a história continua...

Carolina ficou simplesmente decepcionada com a atitude de Daniel. Por que? Ele desembarcou SEM dinheiro, SEM moradia, SEM falar inglês e SEM poder trabalhar porque só tinha o visto de turista. O encontro, que era para ser romântico, virou um pesadelo. Ela morava em uma casa com 11 pessoas e precisou negociar com o proprietário a estadia para o namorado. E conseguiu apenas uma semana. (Detalhe: eles tinham que dormir em uma cama de solteiro porque não havia espaço na casa para mais gente) Como Daniel não tinha dinheiro, ELA pagou o aluguel dele.

Na mesma semana, Daniel teve uma "brilhante" ideia. Enquanto Carolina estava preocupada em resolver o problema que enfrentavam, seu companheiro "planejava" o futuro. Ele sugeriu esperar o curso de inglês acabar (faltavam 3 meses) e os dois irem para a Itália. Ele tiraria a cidadania e, assim, poderiam CASAR. Essa conversa foi a gota d´água para o casal. Em menos de uma semana, Carolina o ajudou a arrumar uma nova casa e o namoro foi para o espaço.

Daniel ficou inconformado com a separação porque havia atravessado o oceano para ficar ao lado da amada com a intenção de casar. (Só se fosse no sonho dele. Sem planejamento, sem moradia, sem emprego e sem dinheiro fica beeem difícil, né?) Ele, inclusive, a xingou muito. (Prefiro não repetir as palavras de baixo calão) Mas, Carolina estava decidida a não manter a relação.

Ela continuou os estudos e estendeu a viagem para 9 meses e o ex-namorado também ficou em Londres. Fazendo o que? Só Deus sabe.... Eles nunca mais se encontraram lá.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

As mentiras que os homens contam

Desde que o mundo é mundo as pessoas mentem. Quantas vezes não mentimos para não magoar alguém? Uma dor de cabeça pra não transar ali, uma festa de família para recusar um convite de um moço mala aqui, uma desculpinha para justificar o esquecimento do aniversário da melhor amiga acolá. Mentirinhas inofensivas!

Algumas vezes mentir é inevitável para se evitar brigas e até mesmo para se proteger. Por exemplo, quando você é surpreendida com a pergunta "Com quantos você transou antes de mim?". Dependendo da quantidade é difícil falar a verdade, mas também qual seria o número ideal? Bom, quem faz essa pegunta deve estar preparado para ou ouvir o que não quer ou ser enganado e ter que fingir que acredita.

Mas as mentiras que vou comentar hoje são aquelas que, de tão deslavadas, subestimam a inteligência de quem escuta. Ser sincero em alguns casos é realmente complicado. Que homem diria: “Sim, eu te traí e ontem na hora em que você foi ao banheiro encontrei uma ex que eu gostaria que virasse a atual” ou “Não te liguei porque não estava a fim”? Para eles é muito mais fácil inventar histórias ridículas.

Pinóquio 1
Após ler algumas mensagens suspeitas no celular de um ex-namorado (do tipo: “Adorei te encontrar ontem mesmo que rapidinho. Beijos, te adoro, saudades.”), o coloquei contra a parede. “Quem é fulana?”. Com a cara mais lavada do mundo, ele respondeu, sem titubear:
“Mari, fulana é uma menininha de 10 anos da minha academia com quem eu troco mensagem...”
Bom, graças a Deus o objeto mais próximo das minhas mãos naquele momento era uma almofada, porque se fosse um revólver ou uma faca, hoje eu estaria escrevendo esse texto de uma penitenciária feminina.
Algumas dúvidas:
1. Desde quando meninas de 10 anos malham em academia?
2. Alguém que troca mensagens com uma menina de 10 anos é praticamente um pedófilo, não?
3. O que uma menina de 10 anos fazia em um show de axé (onde “se encontraram rapidinho")?

Depois da mentira... O namorou terminou, obviamente. Alguns meses depois o encontrei com a “menina de 10 anos”- linda, loira e bem crescidinha!

Pinóquio 2
Chateada com o sumiço de Pedro, um moço com quem estava saindo, Rafaela resolveu ligar para saber se estava tudo bem. Do outro lado da linha Pedro se justificou: “
Desculpa por não ter te ligado mais, é que estou lendo um livro muito complicado”.
Poxa, pelo menos é um mentiroso intelectual!

Depois da mentira... Por ter sido uma mentira leve, Rafaela continuou saindo com Pedro. Mas após dois encontros ele sumiu novamente (provavelmente para ler outro livro complicado).

Pinóquio 3
O namorado de Luciana viajou para o Chile a trabalho e não lhe telefonou nenhuma vez. O motivo? Na cidade onde Flávio se hospedou não tinha telefone....

Depois da mentira... alguns anos mais tarde e certamente algumas mentirinhas a mais, Luciana e Flávio se casaram.

Pinóquio 4
Depois de ficar horas plantada no sofá esperando o namorado, Juliana foi dormir, espumando de raiva. À meia-noite , ele liga pedindo desculpas pelo furo. "Linda, estava voltando de Campinas e você não sabe o que aconteceu. Passei numa lombada e TRÊS pneus furaram..." Por que não avisou antes? Básico, o celular estava sem bateria.

Depois da mentira... Juliana deu um gelo em Rodrigo, mas depois de ele ter ficado plantado na porta de seu prédio e chorado, jurando que a história era verdadeira, Juliana o perdoou.
E você, qual a lorota mais absurda/ridícula/engraçada/inacreditável que você já ouviu de um homem? Conte pra gente!

VALE A PENA LER
As Mentiras que os Homens Contam, de Luis Fernando Veríssimo (Editora Objetiva)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O tempo, o espaço e um dicionário?

Se os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus, por que é que ainda não inventaram um dicionário marciano – venusiano, ou venusiano – marciano? Começo a achar que essa seria uma das soluções para os tão recorrentes colapsos de comunicação que existem entre fulano e ciclana quando começam a estabelecer certo grau de relacionamento...
Não sei vocês, mas eu já cansei de ver o quão difícil (e confesso, HILÁRIO!) tentar traduzir mensagens dos conterrâneos daqueles seres “verdinhos” de Marte (aliás, alguém pode me dizer por que cargas d’água os marcianos são representados na cor verde se eles são oriundos do chamado Planeta Vermelho? – Será que é por isso que só os homens podem ser diagnosticados como daltônicos???).
Enfim, sejam por e-mail, SMS, scrap, testemunho, telefone, fax, sinal de fumaça, cartinha ou post-it, as palavras usadas por ELES parecem ter outro significado no jogo da conquista. Ok, ta certo que ambos, tanto o homem quanto a mulher, estão naquela fase indefinida (aquela que nós, mulheres adoramos chamar de ‘casinho casual’, sabe?), mas será que indefinido também deve ser o código usado ali?
Complexo? Eu explico melhor. É normal (e bem gostoso!) fazer aquele joguinho do “quem vai ligar primeiro?”, “quanto tempo esperar pra responder um e-mail, um torpedo etc.”, “saímos semana passada, espero passar o final de semana para dar sinal de vida?”... Mas, sejamos sinceros: toda e qualquer brincadeira tem que ser muito bem feita para não perder a graça (e convenhamos, não há muitos comediantes bem-sucedidos por aí...). É por essas e outras que começo a achar que além de planetas diferentes, a noção de espaço e tempo também difere e muito quando vistas sob a ótima masculina e feminina. Você duvida?

Tente lembrar daquele começo de troca de e-mails, "torpedinhos", ligações (raras, mas até que existentes) despretenciosas e inesperadas no meio da semana para estabelecer certo contato e, digamos, frequência (?) de comunicação para o desenrolar do "casinho"... Quantas vezes você leu, releu, relatou ou deu simplesmente um "reply" pra melhor amiga te ajudar a DECIFRAR uma dessas mensagens na tentativa de formarem uma "conversa" com frases que fizessem sentido e pudessem ser consideradas um "diálogo"?

Não seria mais fácil se pudéssemos contar com uma ferramenta prática como um dicionário que traduzisse certas sentenças que a nosso olhar de Vênus só podem mesmo fazer sentido em Marte? Abaixo arrisco alguns palpites:

O tempo segundo o dicionário "marciano":
- Amanhã pode significar três dias depois de ontem;
- Semana que vem tem sempre dois finais de semana no meio;
- Quinta-feira às vezes é terça da outra semana;
- Sábado é um dia que pode não existir no calendário marciano...

Em uma outra linha, minha teoria esbarra na onda do cheque sem-fundo... Afinal, não é raro perceber essas mensagens tão repletas de frases sem-fundo - aquelas que desviam atenção ou que servem apenas para sondar o outro lado “da linha”, ou “da tela”, no caso de e-mails e torpedos... Quer exemplos?
1. As famosas frases: “eu andei sumido” ou “você anda sumida, o que aconteceu?” – dependendo do seu grau de paciência (isto é, se a piada ainda está ou não engraçada), às vezes não dá vontade de responder: “continuo percorrendo o mesmo circuito que, aliás, você já sabe qual é”;
2. Argumentos como “incompatibilidade de agendas” é outra frase que começa a soar como “sem-fundo” total: parece aquela mania de paulistano de “vamos marcar uma cerveja”, ou “passa em casa pra tomar um café” só que ele nunca dá o endereço, nunca marca um dia certo e o compromisso passa sempre batido...
3. E um último tópico: o sempre imbatível "xixi no poste"! (Coisas do mundo animal que explicam muito bem porque é que quando a gente menos espera surge um sinal de fumaça do "macho" sondando a fêmea...) É pura necessidade de "marcar território", deixar o cheiro pra lembrarmos que eles existem?! A variação da famosa "carta na manga"...


Well, só o que tenho a dizer hoje é que um dicionário talvez ajudasse, ou uma passagem pro mundo maravilhoso das novelas de Glória Perez... Afinal, se indianos, brasileiros, americanos e árabes, além de falarem e entenderem a mesma língua, conseguem também se apaixonar e se relacionar com uma facilidade ímpar, o fato de os homens serem de Marte e as mulheres de Vênus deve ser um mísero detalhe...

P.S. E mesmo que não fossem, Pandit serve como um tradutor bastante auspicioso para resolver esses impasses...

domingo, 21 de junho de 2009

Esclarecimento

Como o texto "A fila anda", postado na sexta-feira, dia 19/06/09, gerou uma pequena confusão de entendimento, resolvi esclarecer alguns tópicos.

Tópico 1 - Tiago TRAIU Roberta durante as férias com a ex. Ou seja, a fila andou antes mesmo dele terminar a relação com a namorada.

Tópico 2 - Quando o namoro acabou, Tiago, que até então era um gentleman, se transformou em um estúpido. Como um homem pode mudar do dia para a noite?
Comentário: Leitoras, não se surpreendam, mas os homens simplesmente se revelam OUTRAS pessoas quando voltam a ser solteiros. As atitudes, os gostos, os valores...tudo muda. Os caseiros viram micareteiros, os quarentões viram "Tio Sukita", os avessos a bebidas alcoólicas começam a apreciar cerveja e vodka, os esportistas e naturebas trocam a vida saudável pelas batidas eletrônicas, os que fogem do computador fazem Orkut, os mãos de vaca pagam a conta das mulheres com quem saem e se eu continuar só termino amanhã...

Tópico 3 - Nesse caso específico, não acredito numa amizade pós-namoro porque houve traição. Mas, continuo defendendo que é possível manter a amizade com o ex-namorado (sem segundas intenções, claro) quando o relacionamento termina isento de mágoas, rancor e sentimentos ruins. Acho que o afastamento em um primeiro momento é compreensível e necessário para a avaliação do passado, presente e futuro. Se o namoro foi bacana, acho que vale a pena cultivar a amizade.
Comentário: Os DOIS precisam ter esgotado qualquer esperança de reatar. Se a mulher ou o homem usar isso só para se reaproximar do ex, pode ter certeza de que o resultado será o sofrimento.

Você é amiga do seu ex? Ou ele se transformou em outra pessoa que você optou pelo afastamento?

Esperamos o seu comentário.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

“A fila anda”

A história que conto hoje é apenas um gancho para discutir algo que tenho me questionado há muito tempo. Por que quando um relacionamento termina os homens agem como se nunca tivessem se envolvido com a ex? Sim, porque eu já ouvi milhares de histórias (inclusive já vivenciei, infelizmente) em que eles desviam o caminho quando sentem o cheiro dela, fingem que não a conhecem, olham para o outro lado (mesmo que ela esteja a dois passos dele) e tantas outras atitudes covardes. Enfim, vamos à história.

Tiago, 20 anos, namorava Roberta, 20, há quatro meses quando resolveu passar as festas de fim de ano e as férias da faculdade ao lado da família que morava em outro estado. Isso significava quase três meses separados. Como o casal parecia apaixonado, Roberta não imaginou que a distância poderia quebrar o clima de romance. O telefone ajudava a matar as saudades e os dois se falavam todos os dias religiosamente. (Vamos combinar que início de namoro é sempre um conto de fadas, né?)


Depois de mais ou menos um mês distantes e sem aviso prévio, Tiago simplesmente suspendeu as ligações. (Será que a conta telefônica tinha chegado?) Roberta, mesmo angustiada, esperou o fim das férias para encarar a famosa “DR”. Quase um mês de tensão e o “casal” só se reencontrou na sala de aula. ELA esperava uma explicação convincente, mas ELE, sem coragem de enfrentar a situação, disse: “A FILA ANDA”. Calma, leitora! Tiago foi além e completou: “Você é muito mais bonita do que eu e vai arrumar alguém melhor”.

Nesse ponto Tiago tinha razão. Mas, ainda que não fosse um cara que esbanjasse beleza, conquistou Roberta por outras qualidades. E, se ela o namorava é porque havia algum sentimento, oras! Lógico que a justificativa foi mera desculpa esfarrapada: meses depois, Roberta descobriu que durante as férias a fila de Tiago realmente andou. Ele encontrou a ex-namorada e resolveu relembrar os velhos tempos. (Ex é uma desgraça, né? Sei que me encaixo nessa categoria, mas prefiro não viver do passado. Penso que foi bom enquanto durou)

Como se não bastasse o fora mal justificado, Tiago — apesar de muito educado, carinhoso, gentil, cavalheiro, resumindo, um gentleman —, virou a cara para Roberta. Mesmo estudando juntos, ele nem a cumprimentava mais.

A discussão aqui é: observo que esse comportamento não é algo específico de um relacionamento curto ou longo, mas simplesmente da maioria. Os homens quando terminam, mudam da água para o vinho e se revelam frios. (praticamente um ICEBERG) Simplesmente esquecem que durante o namoro dividiram alegrias, tristezas, preocupações e objetivos. Será que esses momentos não significaram NADA? Concordo que por certo tempo o afastamento é o melhor remédio para curar a tristeza, e assim, cicatrizadas as feridas, é possível retomar a relação de amizade e cordialidade com o ex. Falo isso por experiência própria. E posso garantir que a sensação é DELICIOSA.