segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os fantasmas sempre aparecem

Ano 2000 - Cláudia, 23 anos, se apaixonou perdidamente por Miguel, três anos mais novo. Ela vivia em São Paulo, ele em uma pequena cidade do interior paulista. Por causa da distância (bem pequena, diga-se de passagem) Miguel nunca quis namorar Claudia que, tonta, aceitou ser sua "ficante" por dois anos. Até o dia em que foi à inauguração de uma discoteca na cidade vizinha a de Miguel, onde suas primas moravam, e o encontrou com uma outra menina, com quem começou a namorar naquela mesma semana.
Depois de derramar um mar de lágrimas por um romance idealizado, Cláudia virou a página, pois o tempo (e, claro, novos amores) cura tudo.
Quatro anos se passaram, quando Miguel, ao saber que Claudia estava solteira novamente, resolveu ressurgir das cinzas, como uma verdadeira fênix. Desde então, telefona no mínimo uma vez por mês. Poderia ser amizade se no discurso do moço não estivesse frases como: "sinto saudades de você"; "sonhei com você"; "hoje fiquei lembrando de tudo o que passamos juntos"; "você é muito especial para mim"; "te adoro"; e a pior de todas: ao ser questionado sobre quando se casará, costuma responder: "casar? imagina... se um dia me casar, será com você". Essas ligações acontecem, geralmente, depois de deixar sua namorada em casa...
Levanto aqui duas questões:
1. Com que direito Miguel reaparece assim na vida de Cláudia? É muito egoísta da parte dele, pois é óvio que não fará nada para ficar com ela e nem é essa a sua intenção, já que o contato entre eles nunca passou dos telefonemas. Mas e se Cláudia tivesse uma recaída? E se ela ainda fosse boba como era quando tinha 23 anos e se iludisse com os blá blá blás do rapaz? O problema seria dela, somente dela.
2. O que é considerado traição, afinal? Bom, como eu já passei por isso (no caso eu era a namorada "traída") posso dizer que não é nada agradável descobrir que seu namorado que acabou de sair da sua cama e te tratou o dia todo como uma princesa, volta para casa falando para outra que sente saudades (e pior, manda presente para ela no aniversário). Mesmo sem haver contato físico, esse flerte também dói muito para quem confia em alguém e aposta em uma relação.
Ah! Só para constar, Cláudia, agora com 30 anos, não caiu no papinho de Miguel e nem lhe dá bola. Deixa ele falando praticamente sozinho, sem retribuir as "declarações". Já chegou a lhe dar uma bronca e pedir para ele não procurá-la mais, o que ele cumpriu por um certo tempo.
Mas você pode perguntar: "porque Claudia atende seus telefonemas?" Porque gosta dele como AMIGO. E é como amiga que conversa com ele, pois sabe se colocar no lugar de Ana, a namorada, afinal não deseja e não faz para ela o que não quer para si. Se todas as mulheres seguissem esse princípio, teríamos muito menos homens cachorros e infiéis por aí.

sábado, 10 de outubro de 2009

Milk-shake "salgado"!

O ano era 2003. Em uma noite de quinta-feira, a jornalista recém-formada Larissa, 23 anos, teve seu primeiro (e único) encontro com Luciano, 25 anos, trainee de um banco.
Em uma lanchonete badalada, Larissa, sem fome, pediu apenas um milk-shake. Luciano pediu além de um milk-shake, um lanche.
Durante todo o "jantar"os holofotes ficaram sobre Luciano, que passou o tempo todo exaltando o seu sucesso precoce e dizendo como ganhava bem para a idade dele. Quando Larissa conseguia quebrar o monólogo do rapaz, não recebia atenção.
No momento X de todo primeiro encontro (a hora de pagar a conta), Luciano teve a pachorra de dividir R$30 pela metade (uma micharia para alguém tão bem-sucedido como Luciano, não?). Só para lembrar: Larissa tomou apenas um milk-shake.
Como não era a primeira vez que passava por essa situação desagradável, Larissa não teve dúvida. Puxou a conta e disse: "Não se preocupe, eu pago". E pagou a conta inteira.
Claro que o moço ligou para convidá-la para sair novamente e ela recusou. Se ele percebeu o motivo? NÃO. Para um amigo em comum, disse que não "tinha rolado" porque Larissa estava com medo de se envolver. Ahan...
E você, já passou por situação semelhante? Como reagiu? Conte para a gente nos comentários, logo aqui abaixo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dupla personalidade

Michele e Leonardo, ambos com 26 anos, foram apresentados por uma amiga em comum. O interesse foi recíproco. Ele a conquistou não só por sua beleza e charme, mas por sua inteligência e educação. Michele chamou a atenção de Leo, principalmente, pelo bom humor e pela alegria esfuziante.
Em pouco mais de um mês estavam completamente apaixonados e não escondiam isso de ninguém. As declarações melosas estavam no Orkut para quem quisesse ver (na época a rede de relacionamentos era muito mais interessante, não permitindo que seus usuários bloqueassem tudo. Muito mais divertido!). Tudo estava tão cor-de-rosa, que Michele nem ligava para o fato de Leo querer assistir ao DVD da Cher quase todos os finais de semana e de dançar batendo palminha na balada. Bobagem!
Certo dia, fazendo sua visita diária ao Orkut do namorado, Michele se deparou com uma mensagem suspeita - "Oi, não te conheço, mas já está add". Encafifada com aquele recado, transformou-se em uma Sherlock Holmes e começou sua investigação. Clica daqui, clica dali, descobriu que Leo tinha DOIS perfis no orkut. Em um (o que Michele conhecia), Leo era um gentleman. No outro, o recém-descoberto,as comunidades iam de "adoro beijar na boca" a "não dá mole que eu te pego".
Furiosa, Michele ligou para o namorado, que, tranquilamente, disse que seu orkut devia ter sido clonado. Dias depois, disse que já havia mandado um e-mail para o dono do perfil falso.
Mas as desculpas de Leo não colaram e a esperta Michele resolveu colocar tudo em pratos limpos. Assim, criou Carol, uma linda e interessante morena, que entrou no orkut fake de Leo e enviou um recadinho, convidando-o para ser seu amigo. Batata! O Don Juan virtual mordeu a isca. Rapidamente, respondeu, pedindo para Carol adicioná-lo num outro orkut (o verdadeiro), que ele acessava mais. Não demorou muito para Carol e Leo começarem a bater papo no msn. Como no orkut verdadeiro de Leo o status estava como "namorando" e havia muitas fotos de Michele no álbum, Carol perguntou: "Vi fotos de uma menina loira no seu orkut. Você namora?". "Namoro, mas está para acabar". Detalhe, enquanto Carol e Leo conversavam, no msn de Michele, Leo aparecia como offline (Que espertinho...).
A conversa no msn foi a gota d'água para Michele. Ao telefone, sem descer do salto, pediu que Leo não lhe telefonasse mais. Para tentar convencê-la de seu amor, o namorado cara-de-pau disse: "Eu nunca menti pra você. Eu sempre te amei" (haha, sim, amou. Ela e a torcida do Corinthians, que aliás era seu time do coração).
No mesmo dia, Michele enviou um e-mail para Leo com a conversa entre ele e Carol. Logo em seguida, ela foi bloqueada no msn e recebeu um e-mail do agora ex-namorado, no qual ele continuava afirmando, apesar de todas as provas, que o orkut havia sido clonado, e, por fim, a chamando de louca (É sempre assim, eles é que aprontam e as loucas somos nós).
Ah! Leo continua atacando por aí. Seu orkut continua cheio de modeletes e desde o término do namoro já trocou de namorada um monte de vezes. Ah! E também continua batendo palminhas nas baladas!
Michele deletou Leo de seu Orkut e de sua vida. E a única coisa que guardou dos cinco meses de namoro foi o lindo anel da Tiffany's, que ganhou de aniversário. Nada mal, hein?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Como NÃO se aproximar de uma mulher

Você vai tomar café da manhã com uma amiga em uma padaria chiquezinha e na mesa ao lado está um moço lindo e charmoso que não tira os olhos de você. De repente, educadamente, ele faz uma pergunta qualquer só para puxar assunto. Você responde e continua conversando com sua amiga. Ao final, o rapaz dá um jeito (inteligente, claro!) de se aproximar novamente e pedir o seu telefone. E assim começa uma linda história de amor... E CABUM, você cai da cama!
Infelizmente, a realidade é muito mais dura (pelo menos para mim). Cenas como essa podem, sim, acontecer, mas sem os toques de romantismo e o final feliz.
Beatriz e Cecília estavam em uma charmosa padaria no litoral paulista. Enquanto tomavam um delicioso café da manhã, folheavam revistas e conversavam.
Sem perceberem, dois rapazes se sentaram à mesa ao lado. Em menos de um minuto, um deles (que chamaremos aqui de Diogo) começou a bombardear as amigas com um verdadeiro questionário:
- O que vocês sugerem do cardápio? Essa seria uma ótima forma de engatar uma conversa/paquera se não tivesse sido seguida pelo clichê: "Vocês vêm sempre aqui?
E o bombardeio continuou com:
- De onde vocês são?
- O que vocês fazem?
- Qual o signo de vocês? (sim, existe homem que faz essa pergunta, tsc tsc)
- Vocês são irmãs?
- Vocês namoram ou são casadas? (como assim? Ele deveria partir do pressuposto que éramos solteiras, não? E que homem pergunta isso em um primeiro contato?)
- Vocês têm filhos?
- Vocês gostam de tomar cerveja? Ontem fizemos um churrasco e bebemos muito...
Bom, faltou bem pouco para fazer a deselegante pergunta: "Quantos anos vocês têm?"
Para piorar a situação, o incoveniente Diogo perguntou: "O que vocês estão lendo?" e praticamente arrancou a revista das mãos de Cecília, que retribuiu com um olhar de poucos amigos.
Enquanto isso, o amigo parecia estar sentindo vergonha alheia.
Na hora de ir embora, apesar de todas as respostas atravessadas que recebeu, principalmente de Cecília (Beatriz também estava incomodada e horrorizada com aquela conversa invasiva, mas ainda assim tentou ser simpatiquinha), foi até a mesa das suas "novas amigas" e entregou um cartão com seu telefone. Agora eu me pergunto, qual a chance de um cara desses receber uma ligação? Bom, de Beatriz e de Cecília ele pode esperar deitado.
PS: O pior de tudo é que eram bonitinhos. Mas por que tão bobos, Meu Deus?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Regra Três

Há tempos estou ensaiando para escrever esse post, algo me impedia e só sei que hoje eu cansei! Cansei dele aqui dentro, incomodando, portanto é hora de sair, seja lá como for... Vamos à história que merece - e muito - ser compartilhada...

O título? Bom, vocês irão entendê-lo melhor ao final do texto...

Patrícia, 28 anos, nunca se imaginou capaz de misturar trabalho com relacionamento pessoal, afinal sempre seguiu à risca a frase: “Onde se ganha o pão, não se come a carne”. No entanto, a vida nos prega peças a todo instante que lá se foi mais uma língua mordida, um cuspe caído na testa, ou qualquer outra expressão que você preferir...

Às escondidas – para não criar maiores problemas e manter a descrição e integridade de ambos (cada um por motivos diferentes que já serão perceptíveis a seguir...) – Patrícia e Arnaldo, 25, mantiveram um relacionamento casual por cerca de nove meses. Em constantes idas e vindas, a rotina do “casal” sofreu interferências de várias naturezas, sendo que a principal delas era um “pequeno” detalhe: Arnaldo era comprometido com Tatiana, 23 anos, sua namorada há cerca de um ano e que morava no interior.

Desculpe-me, mas TENHO que abrir um parêntese aqui:
Complete a frase: “Longe dos olhos...
a) perto do coração".
b) perto da traição.
c) Já perdi de vista!

(não deixe de votar – via comentário mais abaixo – na alternativa que mais acredita e/ou que tome como LEMA para sua vida; comentaremos isso num outro post...)

Claro que já era de se esperar que essa história não acabaria bem para Patrícia, não é mesmo? Sem contar a pobre Tatiana que nem sonhava fazer parte da agenda “weekend” de Arnaldo enquanto Patrícia ocupava os dias úteis! (seria Tatiana o entretenimento dos dias inúteis? Quanta canalhice!)

Já percebendo que Arnaldo não sairia tão cedo de uma situação tão cômoda, Patrícia já tinha encarado a possibilidade de que:

1. Ou ela acabava com aquilo primeiro, partindo pra outra (ou melhor, outro e que este fosse lindo, leve e LIVRE, claro!)
2. Ou ficaria apenas contando os dias para quando uma terceira pessoa aparecesse para que o fizesse encarar uma agenda FULL TIME e não part time...

Bem resolvida consigo mesma e bem certa de que ela não poderia exigir nada de Arnaldo (uma vez que ela já era a outra e não a oficial), Patrícia deu um fim no caso com Arnaldo e sempre esperou, pelo menos que ele viesse a respeitar o ambiente de trabalho, o "laço de amizade" e até mesmo o respeito que criaram (pelo menos Patrícia criou e acreditava que houvesse um) durante o tempo que durou...

Eis que a regra três é FATO!

Nem bem a semana esfriou, Patrícia viu um filme familiar rodando ao vivo e em cores bem ali – no ambiente onde ela mais temia... Arnaldo e Magali, 23 (também colega de trabalho de Patrícia e Arnaldo), protagonizavam trocas de e-mails, encontros às escondidas na casa de Arnaldo, visitinhas, caronas, papinhos no corredor, cafés e outros hábitos que Patrícia reconhecia um a um - e que estava escancarado para os demais na empresa - pois também percorreram os quase 9 meses de relacionamento extraoficial que ela mantivera com Arnaldo.

Sem contar que Patrícia descobriu que isso já ocorria antes mesmo dela dar fim no caso!!!

A terceira pessoa chegou ainda mais cedo do que Patrícia poderia imaginar, ainda que ela sempre soubesse ser inevitável... O que ela só não poderia de jeito algum engolir era que o preço da conta custasse sua exposição e muito menos a perda de sua integridade no ambiente profissional. Portanto, se Patrícia estava na lama, Arnaldo e Magali entrariam no lodo!

Final da história:
- A empresa toda ficou sabendo o que até deus duvida: o quanto Arnaldo era capaz de trair, coçar e sempre RECOMEÇAR! (Patrícia fez questão de contar pessoalmente para todo mundo!)
- Tatiana (lá longe no interior...) nunca soube o quanto foi traída...
- Patrícia se livrou de um belo canalha
- Magali ganhou um de carteirinha – trocou até mesmo o seu oficial (sim, ela também estava namorando...) para ficar com Arnaldo
- Parece que o "novo casal da firma" resolveu vestir a carapuça e já nem escondem os “nhé nhé nhés pra cá e pra lá”
- E já começou o bolão: quem é a próxima vítima?